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18 de nov. de 2017

O CÂNHAMO PODE SALVAR O PLANETA


Os benefícios ambientais do cânhamo são simplesmente incríveis. O cânhamo é uma das culturas mais antigas do mundo. Também é uma das mais versáteis.

De plásticos a papel, a planta de cânhamo oferece uma maneira de viver em harmonia com o meio ambiente e os ecossistemas que o sustentam.
Apenas para dar uma ideia do quão longe esta planta pode nos levar, aqui estão 15 formas incríveis, onde o cânhamo pode ser um divisor de águas para o planeta Terra.
1) O cânhamo evita a poluição por pesticidas

Você sabia que o cânhamo é naturalmente resistente às pragas? Ao contrário do algodão ou do linho (que são estimados consumir 50% de todos os pesticidas no planeta), o cultivo do cânhamo não requer pesticidas ou herbicidas.
Quando os pesticidas são pulverizados na terra, eles podem facilmente se infiltrar nas fontes de água, como um rio, oceano ou lagoa. Se os pesticidas contaminarem uma fonte de água, podem prejudicar os seres vivos dentro desta fonte (peixes, sapos, insetos e outros mais) junto com qualquer pessoa que a utilizar.
Os pesticidas têm sido associados ao câncer, defeitos congênitos, TDAH e doença de Alzheimer para citar apenas alguns. Portanto, não só os pesticidas são perigosos para o meio ambiente, como também são um perigo para a saúde do ser humano.
Ao cultivarmos o cânhamo, podemos reduzir significativamente a nossa exposição a toxinas e poluentes desnecessários.
2) O cânhamo ajuda a restaurar a fertilidade do solo

O cânhamo pode crescer em uma grande variedade de terrenos e tipos de solo. Forma raízes profundas ajudando a manter o solo unido. Isto evita a erosão do solo.


Na verdade, o cânhamo também aumenta o conteúdo microbiano do solo. E os benefícios incríveis não terminam por aí.
O caule e folhas da planta de cânhamo são ricos em nutrientes. Após a colheita, estes resíduos de nutrientes da planta podem ser devolvidos ao solo, rejuvenescendo-o para um rendimento mais rico no ano seguinte.
3) O cânhamo produz plástico biodegradável

Os EUA usaram mais de 45 bilhões de garrafas plásticas de água em 2015. Loucura mesmo: garrafas plásticas levam entre 400 e 1.000 anos para se decompor.
Considerando que a taxa de reciclagem nos EUA para o plástico é de apenas 23%, existe margem para melhorar, para dizer só o mínimo.
Os blocos básicos de construção de plásticos são a celulose derivada do petróleo. No entanto, o petróleo é altamente tóxico. O cânhamo, por outro lado, é o maior produtor de celulose da Terra. Além de ser biodegradável.
Por que não usar cânhamo não tóxico e biodegradável para produzir plásticos? Em vez de preencher nossos aterros com produtos químicos tóxicos, podemos reutilizar e reciclar produtos naturais.
4) O cânhamo absorve metais tóxicos

O solo sustenta a vida. As plantas que alimentam, vestem e abrigam, se originam da terra. No entanto, ficamos cada vez mais afastados dessa necessidade humana básica. Enquanto isso, os resíduos produzidos pelo homem contaminam o solo em todo o mundo.
Tanto a saúde do nosso planeta quanto a nossa saúde pessoal estão sob coação, e a necessidade de mudança é iminente.
Já foi provado que o cânhamo pode eliminar toxinas do meio ambiente. Ele é tão eficaz na absorção de materiais tóxicos que até mesmo foi considerado para remover a radiação de Fukushima.
5) O cânhamo é um excelente biocombustível renovável

Imagine se houvesse uma fonte de combustível não tóxico que poderia ser produzido internamente e fosse totalmente renovável. Acontece que ela já existe. Existe no planeta há milhares de anos.
O cânhamo é convertido em biodiesel a uma taxa de eficiência de 97%. Ele também queima a uma temperatura mais baixa do que qualquer outro tipo de biocombustível.
Além disto, quando queimado em um motor diesel, o cânhamo substitui o mau cheiro do escapamento do petróleo pelo cheiro agradável de cânhamo.
A transição para o biodiesel de cânhamo poderia ajudar a curar o planeta um quilômetro por vez.
6) O cânhamo produz tecidos sem resíduos químicos

Você sabia que a maioria das fibras sintéticas que usamos hoje são fabricadas a partir de materiais petroquímicos baseados em polímeros (materiais altamente tóxicos) ?
Produzir estes materiais sintéticos requer um processo intenso de energia, queimando grandes quantidades de gás, carvão ou petróleo bruto.
Como se isto não bastasse, este tipo de processo de fabricação libera emissões tóxicas para a atmosfera ao mesmo tempo em que deixa resíduos tóxicos dentro das fibras. Não é exatamente uma situação agradável nem ecologicamente correta.
No entanto, este problema pode ser evitado ao utilizar o cânhamo. Suas fibras são facilmente removidas da planta e podem criar roupas com utilização zero de resíduos químicos. O cânhamo também é um tecido altamente durável e resistente aos raios UV.
7) O cânhamo reduz os efeitos das emissões de carbono

O cânhamo tem o poder de transformar o meio ambiente reduzindo a poluição industrial. Ele é único, porque é uma das poucas culturas capaz de reduzir as emissões de carbono através da rápida captação de dióxido de carbono. Ele faz isso através de um processo conhecido como sequestro de carbono.
Quando cultivado, o cânhamo realmente captura as emissões de carbono da atmosfera. Essencialmente, ele ajuda a sequestrar ou “capturar” o carbono da atmosfera para a planta. Por cada tonelada de cânhamo produzida, 1,63 toneladas de carbono são removidas do ar.
8) O cânhamo evita o desmatamento

O desmatamento está aumentando em todo o mundo a taxas alarmantes. Os cientistas agora acreditam que a taxa de desmatamento equivale a uma perda de 48 campos de futebol a cada minuto.
Dentro de 100 anos, estima-se que não haverá florestas tropicais. Vergonhosamente, os EUA têm menos de 5% da população mundial, mas consome mais de um terço do papel mundial.
Mas existe esperança.
O cânhamo pode facilmente substituir árvores como fonte de matéria-prima para madeira e papel. Uma vez que cada quilômetro de cânhamo pode produzir tanto papel anualmente quanto quatro quilômetros de árvores.
Enquanto as árvores levam anos para o tempo de extração, o cânhamo pode ser cultivado e produzir rapidamente em meses. O papel de cânhamo também é mais durável do que o papel produzido a partir de árvores.
Em outras palavras, é inacreditável, a transição para o cânhamo poderia literalmente salvar as árvores e o planeta.
9) O cânhamo conserva água

É necessário mais de 18.500 litros de água para produzir 2,2 quilos de fibra. Na verdade, o algodão é uma das culturas mais dependentes da água e está esgotando rapidamente nossas fontes de água doce.
Em contrapartida, o cânhamo requer irrigação mínima em relação ao algodão. Um estudo no Reino Unido que comparou a produção de algodão com a produção de cânhamo descobriu que o cânhamo utilizava 2.400-3.300 litros de água para produzir 2,2 quilos de fibra.
Considerando que o cânhamo é adequado para a produção de fibras, fica bem claro sua opção superior.


Por que o mundo está levando tanto tempo para utilizar em larga escala esta planta ?

10) O cânhamo apoia práticas agrícolas sustentáveis

Os agricultores que praticam técnicas agrícolas sustentáveis conhecem a importância da rotação de culturas por temporada. Não só mantém o solo rico em nutrientes, mas também aumenta o rendimento global.
O cânhamo é a planta ideal para uma rotação de culturas. Enriquece o solo, além de remover as toxinas. O cultivo de cânhamo ajuda a manter o solo e o ar mais saudável nos próximos anos.
11) O cânhamo impede a compactação do solo e a erosão

Você sabia que atualmente a compactação do solo e a erosão são alguns dos maiores problemas que afligem os agricultores ?
Isto é particularmente verdadeiro para os agricultores que dependem de duas culturas básicas: soja e milho.
O milho contém um sistema radicular forte e fibroso que penetra no solo profundamente abaixo da superfície. Ao longo do tempo, estas raízes podem levar à compactação do solo durante o inverno e a primavera.
A soja também possui um sistema radicular forte, mas não penetra abaixo da camada superficial do solo. Como resultado, a erosão do solo pode ocorrer com frequência.
O cânhamo é capaz de reparar solos danificados. De fato, introduzir o cânhamo em rotações de culturas não só agrega diversidade, como também pode reverter os efeitos do solo compacto e da erosão. O cânhamo contém raízes profundas que podem atingir até 2,7 m abaixo da superfície. Essas raízes abundantes ajudam a quebrar a compactação do solo, ao mesmo tempo que aumentam a absorção de nutrientes. 

12) O cânhamo permite a construção de casas mais fortes e saudáveis
O uso da planta de cânhamo pode se estender em todos os aspectos de nossa vida, incluindo para construir nossas casas.
Os painéis de fibra feitos a partir de um composto baseado em cânhamo são mais fortes e mais leves que os feitos de madeira. Sem mencionar a combinação de cânhamo e limão que resulta em um sistema de isolamento acústico superior ao concreto.
As casas de cânhamo têm uma durabilidade incrível. Uma casa de cânhamo no Japão é estimada em mais de 300 anos !
Talvez o que seja ainda mais surpreendente, as casas de cânhamo também proporcionam um ambiente de vida mais saudável. Ao contrário de fibra de vidro ou gesso, ele é não tóxico e é resistente ao mofo.
Se ficarmos atentos sobre isto, vamos perceber que as casas de cânhamo serão o futuro da vida verde.
13) O cânhamo reduz a poluição do ar

A poluição do ar não é apenas prejudicial para a saúde humana, mas também pode causar uma série devastadora de efeitos ambientais. Enquanto a China é o maior produtor mundial de dióxido de carbono, os Estados Unidos estão logo atrás como o número 2.
Se continuarmos ignorando esta realidade, é provável que estes problemas aumentem ainda mais. Enquanto isto deixamos de usar o cânhamo que pode quebrar os poluentes e melhorar a qualidade do ar.
O cânhamo pode ser usado até como fonte de papel, eliminando a necessidade de clareamento com cloro, uma causa direta do excesso de dióxido de carbono no meio ambiente.
14) O cânhamo cresce em qualquer ambiente

Imagine se houvesse uma cultura que pudesse ser cultivada em paticamente qualquer lugar do mundo. Que esta cultura não precisasse de pesticidas e poderia produzir mais de 25 mil produtos.
Melhor ainda, cada safra fica pronta em meses e continua produzindo nos próximos anos. Surpresa, esta cultura é o cânhamo. O cânhamo é uma planta incrivelmente durável.
Da China ao Colorado, o cânhamo pode crescer em uma ampla gama de tipos de clima, o que significa que o cânhamo tem potencial para ser produzido localmente em qualquer parte do planeta.
Uma fonte de alimento, renda e mais, a cultura de cânhamo poderia mudar vidas para melhor. O cânhamo também pode levar a uma agricultura mais sustentável, o que por sua vez, reforça as economias locais, tendo um impacto positivo no meio ambiente.
15) O cânhamo pode ajudar a reduzir a fome no mundo

Cerca de 795 milhões de pessoas estão subnutridas globalmente. Nos países em desenvolvimento (onde 92% das crianças vivem), 30 em cada 100 sofrerão um crescimento atrofiado devido à falta de nutrição.
As sementes de cânhamo são o novo superalimento !

Agora, imagine se o cânhamo estivesse sendo usado. Não só o cânhamo é barato, como pode ser cultivado em qualquer lugar. 

Na verdade, as sementes de cânhamo são consideradas uma das fontes de alimento mais nutricionalmente densas no planeta. Uma proteína completa, as sementes de cânhamo fornecem ao corpo, aminoácidos, vitaminas e muito mais !
Além disso, as sementes de cânhamo também podem produzir dois produtos alimentares essenciais, óleo e farinha. Portanto, não só o cânhamo é nutricionalmente rico, mas também é versátil.
Cultivar o cânhamo como uma cultura básica pode mudar a vida das pessoas para melhor em todo o mundo, especialmente se você considerar o grande número de pessoas que não só poderiam ser alimentadas, mas também nutridas por este superalimento.
A humanidade vem cultivando o cânhamo por milhares de anos. Alguns antropólogos afirmam que o cânhamo foi a primeira cultura agrícola domesticada por humanos há mais de doze mil anos.
É hora de retornarmos às nossas raízes.
Alternar para produtos de cânhamo pode não resolver todos os problemas do mundo, mas é um começo. O cânhamo tem o potencial de deixar o planeta mais limpo e mais verde para as gerações futuras. 

É hora de deixar o cânhamo brilhar de uma vez por todas.
©Rachel Garland
Fonte: 
https://www.learngreenflower.com/articles/325/15-mind-blowing-ways-hemp-can-heal-the-world
Tradução: https://portal2013br.wordpress.com

Leia também, clique: 

MACONHA, A CURA DO CÂNCER - Documentário Revelador



http://despertardegaia.blogspot.com.br/

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20 de mar. de 2016

MACONHA, A CURA DO CÂNCER - Documentário Revelador


No último dia 16 de dezembro, foi publicada no Diário Oficial da União uma resolução que autoriza médicos brasileiros a prescreverem o canabidiol para seus pacientes. 

A substância derivada da maconha pode ser receitada apenas para o tratamento de epilepsias em crianças e adolescentes. Mas há ainda mais restrições nessa permissão.

Além de não autorizar o tratamento com canabidiol (CBD) para adultos, a resolução do Conselho Federal de Medicina exige que os pacientes já tenham antes tentado usar medicamentos convencionais e não conseguido melhoras.

Outra restrição é que somente neurologistas, neurocirurgiões e psiquiatras podem receitar o CBD. 

E que fique claro: a resolução proíbe expressamente o uso medicinal da Cannabis in natura, assim como de qualquer outro derivado dela que não seja o canabidiol. Só daqui a dois anos essa norma será revista, quando os resultados de até então serão avaliados.

Por um lado, a permissão é um importante passo rumo ao fim do tabu que envolve a maconha no Brasil. Por outro, é ainda um avanço tímido. 

Porque, trocando em miúdos, a resolução é permitida apenas para um tipo de enfermidade, apenas para crianças e adolescentes, o CBD pode ser receitado apenas por alguns especialistas e apenas em último caso. 

Muito pouco quando comparamos à experiência internacional já acumulada no uso medicinal da erva, que envolve inclusive o tratamento para câncer com resultados excepcionais.

No YouTube é possível assistir a dois documentários que mostram isso. O primeiro se chama“Run From the Cure”, e conta a história de Rick Simpson.




Rick é um canadense nascido em 1949 que sempre trabalhou na área de saúde. No ano de 1997, ele sofreu um ferimento na cabeça e os médicos receitaram uma série de remédios, que Rick começou prontamente a tomar.

Passado algum tempo, ele não percebeu melhoras. Muito pelo contrário: sentia que os efeitos colaterais dos medicamentos estavam piorando sua situação. Já era 1999 quando Rick assistiu a um programa na TV sobre maconha medicinal e decidiu tentar a sorte. 

Um amigo conseguiu ilegalmente um cigarro de maconha e o resultado foi que ele se sentiu muito melhor do que com as doses cavalares de comprimidos que vinha tomando. Mas, ao solicitar uma prescrição de maconha para seu médico, teve o pedido recusado.

Nos anos seguintes, o canadense vivenciou uma piora nos sintomas. Foi quando decidiu produzir o próprio remédio por sua conta e risco. 

Assim, Rick começou a plantar maconha, já com a ideia de produzir um óleo concentrado que potencializasse os efeitos medicinais da erva.





O óleo é feito cozinhando as flores da planta misturadas a solvente. No processo, a mistura vai sendo reduzida até ficar bem concentrada e com uma cor semelhante à da gasolina. Em média, 500 gramas de Cannabis produzem 56 gramas de óleo.




Consumindo pequenas doses diárias do remédio caseiro, logo Rick viu sua vida retornar à normalidade. 

A pressão sanguínea caiu, o sono voltou, as dores foram embora. Mas o mais incrível viria a acontecer no ano de 2003, quando ele teve que retirar um câncer de pele. 

Algumas semanas após a cirurgia, o tumor voltou. Rick aplicou o óleo de maconha medicinal direto na área afetada e cobriu apenas com um band-aid. 

Poucos dias depois, o câncer simplesmente tinha desaparecido.

Percebendo que tinha nas mãos um remédio poderoso, barato e sem efeitos colaterais que a maioria das pessoas desconhecia, Rick decidiu compartilhar gratuitamente sua descoberta com o mundo. No primeiro ano, foram tratadas cerca de 50 pessoas com problemas de pele diversos. 

No ano seguinte, o óleo produzido por Rick foi bem sucedido no tratamento de um homem com um melanoma inoperável. 

E, de 2003 até hoje, já foram mais de 5 mil pacientes medicados com o óleo da maconha, que sofriam de tipos diversos de câncer, diabetes, epilepsia, dores crônicas, glaucoma, úlceras, enxaqueca, ansiedade, depressão e outros males.



A história de Rick Simpson se soma ao documentário 
Maconha, a Cura do Câncer


O filme faz um apanhado geral sobre a história do uso da maconha pelo homem e de como a sua proibição foi uma invenção recente. 

Até então, remédios baseados na Cannabis faziam parte da maleta dos médicos, sendo usados para tratar dores do parto, reumatismo e transtornos nervosos. Eram inclusive receitados a bebês, para que parassem de chorar por conta das dores de dente.





Foi no início do século XX que a maconha passou a ser perseguida. Com o surgimento das drogas criadas quimicamente, a indústria farmacêutica começou o lobby anti-cannabis para eliminar a concorrência. 

Em 1937, uma lei aprovada pelo congresso dos EUA proibiu médicos de receitar maconha. Em 1942, já não existia mais nenhum remédio baseado no cânhamo nas farmácias do país.

A guerra contra a maconha durou décadas. Até que a pressão popular fez com que alguns estados norte-americanos revertessem esse cenário, aprovando legislações próprias para oferecer tratamentos alternativos a seus habitantes. 

A Califórnia foi o primeiro, com sua lei sobre maconha medicinal que data de 1996. De lá para cá, mais de 20 outros estados aprovaram leis semelhantes.







A sequência do filme foca nas várias descobertas científicas dos anos recentes envolvendo o uso terapêutico da erva. 

Entre elas está o trabalho do pneumologista Donald Tashkin, da Universidade da Califórnia. Em um estudo realizado com 600 pessoas, o pesquisador demonstrou que a incidência de câncer pulmonar em quem fuma maconha diariamente é menor do que a que ocorre em quem não fuma nada.

A tese levantada pelo filme é a de que os canabinoides promovem a morte de células cancerígenas, deixando as saudáveis intocadas. 

Isso porque, ao longo da evolução, nosso sistema nervoso desenvolveu um processo interno que regula uma porção de funções fisiológicas (fome, sono, relaxamento, etc), de forma muito parecida à ação da maconha. 

Por conta da semelhança, a ele foi dado o nome de sistema endocanabinoide. O que a erva medicinal faz é estimular e reforçar esse sistema natural que já está lá no corpo humano.



Algumas estatísticas apontam que uma em cada três pessoas pode vir a ter câncer durante a vida. 

E se a cura já existe, mas não está acessível por ser considerada crime? 

Que direito alguém tem de dizer a uma pessoa com câncer se ela pode ou não tentar determinado tratamento?

O CBD, que acaba de ser regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina, é apenas um entre os mais de 420 ativos químicos com propriedades medicinais encontrados na Cannabis

Será que cada paciente brasileiro que pode ser tratado com maconha terá de viver a mesma epopeia que o canadense Rick Simpson?

Contra o tabu e o preconceito, nós do Hypeness temos apenas uma coisa a dizer: pessoas estão sofrendo, pessoas estão morrendo. Já passou da hora de mudar o status da relação com a Cannabis.

 Assista aos documentários e tire suas conclusões.

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