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25 de fev de 2012

MEDIUNIDADE


Mediunidade é um fenômeno natural que se manifesta em todos os seres e em todas as áreas da vida.

Para compreender a atuação deste fenômeno é necessário primeiro entender a nossa constituição mental, astral e espiritual, e saber também quais são as influências que atuam sobre nós.

O nosso cérebro não é a nossa identidade, mas apenas o instrumento que liga a nossa identidade ao mundo físico e aos cinco sentidos físicos; ele é o “software” que faz a nossa máquina corporal e sentimental interpretar os impulsos da nossa vontade.

O cérebro é sujeito à educação e influências vindas do meio ambiente e tem padrões de comportamento, costumes, hábitos e reações padronizadas de acordo com a memória contida nele. 

É movido pelo sentimento de auto preservação da unidade corporal pela qual é “responsável” e foi “programado” para cuidar das exigências básicas necessárias para o desenvolvimento e crescimento do corpo.

Ele tem função dúplice, de um lado ficar atento às necessidades do corpo, observando as percepções conscientes vindas dos cinco sentidos físicos e também das percepções inconscientes vindas do sistema nervoso. 

Do outro lado ele recebe as vibrações vindas através da identidade do “Eu” e dos planos mais sutis nos quais todos nós estamos imersos. Para entendermos melhor esta configuração vamos pensar sobre os peixes que estão imersos no mar e por isso tem contato indireto com o resto do oceano, eles sentem as ondas, as correntes, as partículas que flutuam, em fim, pelo contato da água recebem uma infinidade de influencias que transmitem as vibrações que compõem o meio ambiente. 

Desta mesma maneira nós, que estamos imersos no mar de vibrações da mente planetária, de ondas eletromagnéticas, e inúmeras energias que flutuam no éter, são percebidas supra-conscientemente pelos nossos sentidos internos (que não dependem dos 5 sentidos físicos). 

Assim, por exemplo, podemos perceber ambientes agradáveis, livres e sutis ou então certa apreensão quando entramos em ambientes tensos etc.

As nossas percepções sensitivas dependem de muitos fatores entre os quais, a tranqüilidade dos sentidos físicos e o nosso estado de concentração mental.

A nossa verdadeira identidade independe do corpo físico, uma prova disso é que, quando dormimos o nosso corpo fica isento de identidade e a sua respiração natural pode recuperar as energias gastas, durante o dia pela ação irradiante da vontade que normalmente lança energias através dos sentidos físicos.


A nossa identidade interna pode envolver-se com as vibrações do corpo físico, (através da atenção), neste caso a sua consciência fica no corpo, identificando-se com ele; ou então, pode desligar-se da consciência do corpo físico (com a sua atenção) e perceber melhor as vibrações vindas de outras identidades, encarnadas ou não encarnadas ou então perceber as energias emanadas no mundo manifestado como, por exemplo, a energia do mar, a energia do sol, a força da montanha, do fogo etc.



Quando um ente se aproxima de nós podemos sentir a sua presença e perceber a sua vibração, é claro que para isso é necessário desenvolver um mínimo de sensibilidade, mas isto é uma faculdade que pertence a todos os seres vivos e é só uma questão de vivência e um pouco de prática e observação.

O fenômeno de perceber a influencia extra sensorial de outros seres (tanto encarnados ou desencarnados) e identificar-se com ela é chamado mediunidade.

Para ilustrar este fenômeno, darei alguns exemplos: quando se mistura duas tintas de diferentes cores, resulta numa terceira que é a mistura das duas. Quando entramos em ambiente diferente gradualmente o nosso ser interior percebe a diferença e modifica a sua maneira de expressão adaptando-se ao ambiente (dependendo da resistência da força da vontade). Isto é o meio ambiente, tanto físico como espiritual tem forte influencia sobre nós. É claro que podemos resistir a qualquer influência que vem do exterior, mas, para isso devemos ter um espírito forte e bem preparado.

De outro lado, podemos querer colaborar com o meio ambiente e neste caso abrimos a nossa sensibilidade para perceber melhor a natureza das influencias e procuramos nos entregar à qualidade da influencia que chega até nós, neste caso a nossa vontade força a nossa natureza para entrar em maior ressonância e afinidade com a vibração que percebemos.
  
Em nenhum dos dois casos a influencia estranha não pode “encarnar” totalmente em nos a não ser que seja exatamente igual a nossa e isto sabemos que não existe na natureza, não existem dois seres iguais ou duas impressões digitais iguais, sempre vai haver uma diferença, isto é, as duas tintas sempre vão resultar numa terceira tonalidade.

No caso de mediunidade o fenômeno é igual, não importando o tipo da mediunidade, se é consciente ou inconsciente.

Quando um ser de luz se aproxima de um ser que não alcançou ainda este estagio, as duas forças se misturam criando uma terceira identidade, esta nova identidade tem que se manifestar através de um cérebro educado pela primeira identidade e neste caso assumirá quase por completo os seus hábitos, os seus costumes, a maneira de falar e também a maioria das próprias idéias que estão registradas no cérebro (o ego material), utilizando a memória. 

Na realidade para que esta manifestação mediúnica seja mais fiel é necessário pelo menos que a identidade do cérebro (a pessoa física) tenha alcançado um grau muito elevado de impessoalidade e ausência de desejos próprios. A entrega tem que ser total e profunda para que a manifestação mediúnica alcance um mínimo grau de fidelidade e mesmo assim a expressão externa nunca poderá ter uma fidelidade de nível alto. 

Especialmente quando há algum resquício de interesse pessoal, do ego, a manifestação é sujeita a grandes erros e distorções. No caso de participação consciente do médium este tipo de mediunidade é chamado de ultrafania

Na ultrafania o médium participa conscientemente na manifestação e a qualidade desta depende do grau de entrega do próprio médium.

A manifestação mediúnica deve ser tomada com muita cautela, deixando sempre uma abertura para que as distorções sejam superadas. A própria vontade consciente deve participar da absorção das informações recebidas.

Por isso a mediunidade deve ser usada exclusivamente na compreensão de assuntos que no momento ainda estão velados, como incentivo para a mente e para o espírito para poder penetrá-los melhor, ajudando-o a chegar a um entendimento mais profundo, sempre com as próprias forças.

Na mediunidade comum é necessário um pré-requisito do médium: a propensão ao contato com o plano astral que nem sempre abrange a consciência do médium. 

A entidade que está atuando através do médium consegue magnetizar o médium, levando-o a um estado hipnótico onde ele, o médium, perde a própria personalidade e assume a personalidade do ser desencarnado.

Nestes dois casos descritos acima a influência da mente do médium é fatal, pois toda a informação tem que passar através do filtro da personalidade do médium.

Embora não o saibamos conscientemente o nosso ser está aberto para todas as influências que rodam (circulam) nos níveis onde se encontra a nossa consciência; estas forças ou entidades podem influenciar-nos e até penetrar em nós sem que o saibamos e projetar atitudes que são contra a nossa vontade interior, fazendo-nos agir mecanicamente, sem pensar, ou então o que é pior, utilizar os nossos impulsos inferiores que ainda não foram dominados pela nossa consciência (usando a força da vontade). Temos um corpo físico, que é parte do planeta terra, por isso temos um canal direto a todas as forças inferiores da terra.

A não ser que nós envolvemos com um halo luminoso de proteção usando a força da nossa vontade e o poder do pensamento munido com a fé no divino, o nosso magnetismo pessoal estará aberto para milhares de entidades inferiores que nos rodeiam. 

Estas entidades não têm o direito de penetrar em nós e agir com a sua vontade independente, pois nós estamos munidos pela lei do livre arbítrio, mas, eles podem nos influenciar para que nós realizemos os seus desejos, de acordo com a suas tendências neste caso o karma assumido é todo nosso.

A mesma lei é aplicada nos casos da influencia das entidades da luz.

O ser humano geralmente está inconsciente das influencias que o penetram e pensa que é ele próprio que emana tais influencias, e acredita que tudo vem dele, por isso pode também acreditar que ele é o centro do mundo. Este pensamento é oposto à entrega total a Deus, quando o ser humano coloca a sua insignificância perante o universo criado onde tudo é controlado pela unidade universal.

Para podermos evitar as influencias inferiores que nos assolam, devemos alcançar um controle absoluto sobre a nossa natureza inferior, fazendo exercer o nosso livre arbítrio através da ação consciente da nossa vontade volitiva.

Para que os seres superiores de luz possam se manifestar mediunicamente, ou por ultrafania, é necessário que toda a nossa natureza inferior esteja sob pleno controle, não deverá haver nenhum pensamento ou desejo pessoal interferindo, caso contrario esta manifestação será gravemente contaminada pela natureza inferior do nosso ser.

Em tais casos os seres de luz que se aproximam acabam se afastando por saberem que a sua manifestação será distorcida além do aceitável.

Existe um limite de “fidelidade” numa manifestação mediúnica, pois, ela é sempre composta de dois seres diferentes, com bagagem karmica diferente e propósitos diferentes.

Na realidade só uma pequena porcentagem de essência luminosa, no caso de um ser de luz, consegue chegar até o plano material. 

Somente aquela parte que consegue entrar em ressonância com a mente do médium, e, neste caso a transmissão do pensamento divino pode ser muito restrito e limitado, às vezes não podendo transmitir a idéia global, mas ao mesmo tempo deixando a impressão que ele a transmitiu. 

Neste caso o médium recebe a carga negativa correspondente à falha cometida. Este fenômeno, acontecendo a longo prazo aumenta a carga karmica do médium à níveis desastrosos.


Para ser um médium (dos seres de luz) de entidade em nível divino é necessário ser purificado pelo amor incondicional e isento de desejos pessoais de qualquer espécie, a totalidade da mente deve ser colocada sobre o altar da obra divina em oferta contínua de si mesmo, anulando-se por completo e entregando a sua vida à vontade divina.

Durante o fenômeno da ultrafania, o médium se eleva ao estado da consciência do ser que se manifesta e tem o registro de todas as sensações em sua memória. Este método de manifestação mediúnica é o símbolo da nova era na qual a humanidade terá o contato consciente com o divino.

Quanto mais o médium se identifica com a natureza da entidade mais fiel é a sua transmissão, mas vale ressaltar que o ambiente no qual opera o médium tem grande influencia sobre a qualidade da transmissão.

http://despertardegaia.blogspot.com/
Fonte: www.grupopas.com.br

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