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20 de mar de 2012

APAGANDO O PASSADO


Seríamos mais felizes se pudéssemos eliminar de nossa vida as sombras do passado.

Somente para o gênero humano o passado é um problema e lança suas sombras no presente.

Para um pássaro, que saúda com seu canto o nascer do sol, aquela alvorada é única.

Não há lembranças do nascer do sol passado, nem especulações sobre as auroras futuras. O pássaro é feliz ao saudar um novo sol.

Não tem consciência de ser feliz e talvez, por isso mesmo, seja feliz no agora eterno, na alegria do momento.

Da mesma forma, quando o pássaro sente dor, não se lamenta pelas dores passadas, nem acumula em sua memória a dor presente, somando-a com a dor passada. 

Apenas sente dor e expressa sua dor com piados soturnos. 

Se tiver de morrer, apenas lança um último olhar para a luz, amolece o corpo e deixa-se cair de seu galho. Não se deixa envolver com ondas de terror e incerteza diante do destino.

O pensamento que diferencia o homem dos demais seres da natureza é que faz a glória e a miséria da condição humana. Sem o pensamento, não teríamos construído pontes, aviões e aparelhos de TV. Esse mesmo pensamento é a causa da inveja, da ambição, da ansiedade e da culpa humana.

Jung disse que: 

“já que não podemos voltar à condição pré-humana, não temos outra escolha senão avançar para uma condição super-humana”.
   
 Antes disso, porém, temos de alcançar a plenitude humana.

Há diversos paradoxos no caminho da plenitude humana. 

O zen ensina que não praticamos a meditação para nos tornarmos Buda e sim para darmos expressão ao Buda que já somos. Quando damos expressão ao “Buda que já somos”, criamos condições propícias para que ele se manifeste através de nós.

Isso significa que nós nos realizamos quando nos superamos... mas só nos superamos quando nos realizamos.

É estranho que tenhamos de ir tão longe para atingir algo que está tão perto.

Um dos fatores que nos impedem de alcançar a plenitude humana é nos afastarmos do momento presente, levados pelo pensamento, que, por sua vez, é conduzido pela memória, sendo esta o repositório do passado.


Caminhamos pelo mundo sempre envolvidos pela sombra do passado. Ressentimento, culpa e autopiedade são fantasmas de nosso passado, resíduos de experiências mal resolvidas, que ficam “martelando” nossa mente e alimentando o karma futuro.

Se já não bastasse o karma físico das ações, ainda criamos o karma mental das fixações e lembranças sombrias. Criamos nossos próprios fantasmas. Enchemos nossa vida de escuridão e depois ficamos surpresos de estar tudo escuro em nossa vida.

Toda essa tristeza aumenta os sulcos causados em nossa mente, causados pelos acontecimentos.

Se olhássemos a vida com lucidez e clareza, notaríamos que o que nos afeta não são tanto os fatos, mas a maneira como reagimos a eles. 

Fatos são fatos, sendo impossível que todos os fatos que ocorrem em nossa vida nos sejam agradáveis e favoráveis.

Se tivéssemos uma visão panorâmica de nossa vida, notaríamos que a maioria dos momentos são calmos e suavemente agradáveis. 

O problema é que esses bons momentos são gravados na areia. 

E os piores momentos, em pedra.

Sempre somos indagados sobre o como apagar o passado. O "como” também faz parte do passado. 

No terreno psicológico, o “como” é uma forma antiga e pronta para se chegar ao novo.

Pode-se chegar ao novo através do velho? 

Só se pode chegar ao novo, absorvendo-se totalmente naquilo que é novo. 

E tudo o que acontece é novo por si mesmo, porque a vida se renova a cada instante. 

A mente velha é que faz o novo parecer velho, porque a mente é sempre velha, como ensinava Krishnamurti.

Para atingir uma metanóia ou transmentalização, capaz de permitir uma visão renovada da realidade, é preciso superar a própria mente. 

Transmentalização significa literalmente transpor os limites da mente que nos mantém presos ao passado e que lança as sombras do passado em nosso presente.

É justamente esse o sentido do ensinamento de Jesus de que é necessário tornar-se criança para chegar ao reino dos céus. 

Não se trata de infantilidade nem de inocência pueril.

Trata-se de ver o mundo com o encanto e com a leveza dos olhos da criança, como se cada momento fosse único. Cada momento é mesmo único. Nunca houve e nunca haverá outro momento semelhante, com as mesmas combinações de influências, com a mesma ambiência, com as mesmas ameaças e oportunidades.

É claro que cada momento novo carrega muita coisa do velho: os mesmos móveis estão ali, as mesmas paredes, as mesmas pessoas com seus hábitos fixos e inalterados.

Mesmo que todas as coisas e pessoas sejam as mesmas, elas estão em um contexto emocional, e situacional diferente: as combinações são diferentes, para quem tem olhos para ver o novo.


O presente é o maior presente que Deus ofereceu a humanidade. 

Somos seres agraciados por ter sempre um presente. 

Entretanto só poderemos ver e desfrutar esse presente se conseguirmos apagar as sombras do passado.

Fonte: www.sociedadeteosofica.org.br

http://despertardegaia.blogspot.com/


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