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21 de out de 2011

Quem é Arcanjo Miguel? - (Referência Bíblica) Parte 3


Ponto de Vista das Denominações Cristãs Trinitarianas

A Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma denominação cristã trinitária e têm Jesus como SENHOR, digno de ser adorado, sendo uma das Cinco Colunas da Verdade apresentada na Bíblia.

1ª - Deus. Jeremias 10:10; 2ª - Filho. S. João 14:6; 3ª - Espírito Santo. 1 S. João 5:6; 4ª - Bíblia. João 17:17; 5ª - Os Dez Mandamentos. Salmos 119:151;

Por não terem como pressuposto natureza angélica ao Arcanjo Miguel, identificam este como sendo uma cristofania ou um título nominativo ao Messias antes do primeiro advento. São apresentados alguns argumentos, dentre os quais:

Quanto ao facto de ter sido (supostamente) Deus e não Miguel a condenar Satanás (Judas 9) é importante salientar que:

- No livro de Zacarias, capitulo 3 e versículo 2, encontramos o seguinte texto, supostamente, escrito em terceira (3ª) pessoa que serve de comparação: "Mas o SENHOR disse a Satanás: - O SENHOR te repreende, ó Satanás; sim, o SENHOR, que escolheu a Jerusalém, te repreende".
- Questionar quem está repreendendo a Satanás é um assunto de menos importância.
- Conforme Marcos 1:9-11, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo são pessoas distintas, mas são um em amor, caráter, propósito, poder, etc (João 14:8-10).
- Não há argumentos plausíveis quanto a desqualificar Miguel como sendo o próprio Jesus, somente baseado em Judas 9. - Cabe neste caso, um estudo mais aprofundado do texto original em hebraico (VT) ou em grego (NT) para se entender o que os escritores (Zacarias e Judas) quiseram dizer.
  • Antes de Adão e Eva caírem em pecado, Satanás foi expulso do céu. Miguel (Jesus) e seus anjos batalharam conta o Dragão (Satanás) e seus anjos. Apocalipse 12:7. Os livros de Daniel e Apocalipse são livros proféticos e cheios de simbolismo. As Palavras "Miguel" e "Dragão" são símbolos. Satanás foi vencido e expulso do céu.
  • Jesus em certa ocasião disse aos discípulos: Eu via Satanás caindo do céu como um relâmpago. Lucas 10:18.
  • Esta identificação de Miguel com Jesus tem como objetivo explicar as profecias bíblicas. Em Apocalipse 12 é relatado Miguel expulsando Satanás do céu. Em Daniel 12 mostra como Miguel será vitorioso contra Satanás salvando seu povo.
  • Jesus é criador (João 1,3); anjo é criatura (Colossenses 1,16);
  • Miguel é o único arcanjo(Comandante dos anjos) mencionado na Bíblia (Novo Testamento);
  • Jesus é adorado pelos anjos (Hebreus 1,6), mas não por Miguel.
  • As únicas referências bíblicas para o nome Miguel foram mencionadas acima e são:
  • Daniel 10,13; Daniel 10,21; Daniel 12,1; Judas 1,9; Apocalipse ou Revelação 12,7.
  • Nenhuma dessas referências apresenta Jesus sendo adorado por Miguel.
  • Os anjos não podem ser adorados (Apocalipse ou Revelação 22,8-9);
  • Mas não podemos afirmar que Miguel não deve ser adorado enquanto existir evidência de que trata justamente da pessoa de Jesus;
  • Jesus é o Senhor dos senhores (Apocalipse ou Revelação 17,14);
  • Jesus é o Príncipe da Paz (Isaias 9,6);
  • Miguel é um dos primeiros Príncipes (Daniel 10,13);
  • Jesus é Rei dos reis (Apocalipse ou Revelação 17,14) e Príncipe da Paz (Isaias 9,6);
  • Miguel é o grande príncipe (Daniel 12,1);
  • Miguel é o "defensor dos filhos do teu povo";
  • Em Daniel 12:1, Miguel é apresentado como salvador;
  • Está escrito: "será salvo, todo aquele que for achado inscrito no livro" (da vida);
  • Somente Jesus é Salvador (Atos 4,12);
  • Considerar Miguel uma criatura (um anjo) é contraditório, pois uma criatura (um anjo) não pode ser salvador.
São Miguel luta contra o dragão,
por Jean Fouquet.
O anjo Miguel nos manuscritos do Mar Morto

Desde a publicação, em 1991, da quase totalidade dos textos descobertos no deserto da Judeia, comumente conhecidos como os manuscritos do Mar Morto, que o estudo acerca da angeologia judaica sectária e extra-bíblica teve um grande desenvolvimento.

Nestes textos, numa perspectiva que viria a ser recuperada pelos movimentos gnósticos do Século I, Miguel é apresentado como a figura celestial de Melquisedeque exaltado, elevado aos céus. É similarmente referido como o "príncipe da luz", conforme 11Q13, que dará combate ao "príncipe das trevas", Satã, Belial ou Melkireshah (o príncipe das profundezas da Terra). Este confronto dar-se-á aquando da grande batalha celeste que antecederá o fim dos tempos e a nova vinda do fundador da comunidade essênia, o "Mestre da Justiça", como Messias escatológico.

Neste contexto, e numa descrição profundamente ambivalente, em 4Q529 e 6Q23 o triunfo definitivo da paz não lhe é atribuído, conforme alguns depreendem de Judas 1:9, acima transcrito, onde Miguel recusa a função de juiz escatológico, mas apenas é o seu arqui-estratega. Miguel recusa inclusive o título de "Senhor" e de "Salvador", ao mesmo tempo que, segundo 4Q246, aguarda que, tal como o seu modelo histórico apresentado neste texto, Antíoco Epifânio, se possa autoproclamar "um deus" e ser adorado como deus, tal como aquele em Daniel 11,36-37.

Para outros, segundo a interpretação que fazem de alguns dos manuscritos do Mar Morto, Miguel é mesmo apresentado como o grande usurpador do senhorio de Deus numa opinião que, com alguns matizes, é idêntica à de movimentos para-cristãos nascidos no Século XIX. Segundo aquela referida interpretação, Miguel louvaria o malquisto rei Sedecias, referido em 2 Reis 24:19, prometendo-lhe, inclusive, uma aliança para que este leve a bom termo os seus planos malévolos.

Em síntese, a angeologia apresentada pela interpretação destes textos não é homogénea, mas aduz um grande leque de orientações desde as menos negativas como as que consideram Miguel como Melquisedeque exaltado, mas com desejos de ser adorado, até às profundamente negativas, as que o concebem como próximo do malévolo rei Sedecias. Nos primeiros séculos da nossa era, esta literatura teve muita influência em círculos gnósticos vindos do helenismo platonizado na medida em que a sua falta de clareza e a ambiguidade esotérica, quase a roçar o paganismo (de facto, tais perspectivas jamais poderiam ser tidas como inspiradas, quer pelo judaísmo, quer pelo cristianismo), serviu plenamente os seus intuitos de estabelecerem pontes de contacto com o crescente influxo cultural do cristianismo e, assim, não perderem a sua importância religiosa.

Perspectivas mitológicas

De acordo com alguma angeologia inter-testamentária heterodoxa ("Revelação de Satanás" e "Ascensão de Melquisedec"), retomada posteriormente por cristão gnósticos - que não admitiam que Deus pudesse na verdade ter tocado, andado e vivido num mundo que consideravam perverso e diabólico - e cultos pagãos mistéricos da bacia do Mediterrâneo Oriental - que se serviram desta figura que tão poucas vezes aparece nomeada na Bíblia para estabelecerem pontes com cristãos menos formados -, o Anjo Miguel - "malach Micha'el" - ou o Justo Miguel - "sedek Micha'el" -; não era senão Melquisedeque "Mal'ch sedek" exaltado, glorificado, não sendo, pois, identificável como uma criatura primogénita.

Para estes movimentos que orbitavam o cristianismo primitivo, profundamente influenciados pela corrente filosófica do platonismo - que concebia a sua cosmologia como uma contínua estratificação de seres intermédios entre um demiurgo impotente e indiferente para com a humanidade e a sua criação - "sedek Micha'el" seria a figura do justo por excelência, aquele que, segundo Platão, morreria crucificado.

Misturando esta convicção filosófica com correntes cristãs heterodoxas, os passaram a acreditar que, quem morrera na cruz, sob Pôncio Pilatos, afinal não fora senão Melquisedeque sob a aparência de Jesus de Nazaré que, na verdade, segundo estes, jamais existira. Para estes "sedek Micha'el", enquanto andou sobre a Terra debaixo da aparência de Jesus de Nazaré, jamais fora verdadeiramente homem, rejeitando terminantemente que ele tivesse tido a necessidade de comer, beber, dormir, expressar emoções ou realizar necessidades fisiológias pois, se assim não fosse, não teria podido ser um anjo, isto é, um ser puramente espiritual.

Fonte: Wikipédia
http://despertardegaia.blogspot.com/

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